Dec 15, 2011

#55

Oi gente! Agora o blog voltou a ser atualizado de novo, hahaha! Vou contar como foi o último fds aqui em MD! Eu tinha combinado de ir no show do Graffiti6 com a Su, já que ela adora eles! Eu nem conhecia a banda, mas amiga é amiga e um bom show sempre é válido. O namorado foi também, e a gente iria com ele de carro pra Annapolis e depois iríamos dormir na casa dele.

Na sexta eu tinha meeting, que foi bem legal! As meninas são bem simpáticas e a partir de janeiro minha LCC não é mais minha LCC. A gente foi jantar e trocar presentes, eu ganhei um robe e 2 pares de meias bem gostosinhas e roxas! De lá fui pra casa do boyfriend esperar dar meia noite pra gente pegar o metrô e ir buscar a Su na Union Station. Ela ia chegar 1:30 porque pra vir pra cá, ela precisa pegar o bus de NJ pra NY e aí sim vir de NY pra DC. Buscamos ela, voltamos pra casa e capotamos! No outro dia a gente tinha que sair no máximo 11 horas pra dar tempo de tomar café e ir pra Annapolis - o show começava as 1. 11:30 a Su me acorda assustada com o horário: ninguém tinha lembrado de por alarme pra despertar! Correria daqui e dalí, a gente saiu de casa, parou no 7eleven pra tomar café rapidinho e pegamos estrada! Até que nem chegamos TÃO atrasados assim, acho que entramos no lugar aonde era o show 1:10.

Super gostosinho, eles fizeram tipo um acústico, poucas músicas mas valeu a pena. Depois que eles tocaram, foi uma mexicana que tem a voz MUITO boa tocar também, ela é no estilo da Vanessa Carlton. Bem legal. Assim que o show acabou, a Su foi comprar o CD deles e além de pegar um autógrafo, ainda tirou uma foto com o vocalista da banda! Saímos de lá e fomos passear por Annapolis - cidade super gostosinha, mesmo com o frio que tava fazendo! Tiramos fotos, gravamos um vídeo pra Fê (como sempre) e voltamos pra casa do boyfriend. O amigo dele nos encontrou lá e tivemos uma noite super divertida, rindo da tosquice do filme do Mad Max, jogando beer pong e fazendo graça!

No domingo a Su teve que pegar o metrô bem cedinho pra ir pra Union Station pegar o bus dela! Mas nem to sofrendo muito com a despedida pq HOJE a gente vai se encontrar em NY! E eu tenho certeza que vai ser super legal - como sempre!

Su e o vocalista feiooooooooo :x





Dec 13, 2011

#54

Atualizando com o weekend retrasado, em que eu fui pra NYC cheia de planos e - mais uma vez - os mudei totalmente. A idéia era chegar na sexta, ir pra casa da Dudi despedir dela (ela tá indo pro Brasil mudar o visto, aliás, já está lá), no sábado de manhã encontrar a Gabs e a noite ir pro aniversário da Ket, pra vir embora no domingo.

Eis que quinta feira a noite o namorado decide que vai comigo pra NYC - ele nunca foi pra lá e sempre teve vontade. Correria daqui e dalí, reserva hostel, compra passagem, avisa a Dudi que eu não vou mais dormir lá, avisa a Gabs que ele vai estar com a gente. Beleza, sexta feira eu e ele nos encontramos em DC pra pegar o bus.

Aqui existem vaaaaaaarias companhias de bus que vão pra NYC. Eu sempre compro pelo gotobus.com, pois não se restringe somente a uma companhia, então dá pra fazer uma pesquisa bem refinada. Geralmente eu compro sempre saindo de Dupont Circle, porque eu já sei aonde o bus fica estacionado e não tem perigo de me atrasar. Porém o que eu ia pegar na sexta saia da estação de Union Station - nunca tinha pego bus lá. Eis que saimos da estação do metrô, GPS na mão pra descobrir aonde o bus estava - 45 minutos andando perdidos por DC pra no final das contas descobrir que o ponto dos onibus era DENTRO da estação de metrô! Acho que nem preciso dizer o tanto que a gente tava "feliz" né? Mas acabou que chegamos um pouquinho antes do bus sair.

4 horas e pouquinho depois, chegamos! A gente ficou no mesmo hostel que eu e a Su ficamos da primeira (e última) vez que fomos pra NYC, fica no Harlem e chama 55W 126 Street Apt. Lá é bonzinho - quando eu fui com a Su a gente ficou num quarto privado, com cozinha, banheiro, uma cama de casal e uma beliche, pagando $80 a noite por pessoa. Dessa vez a gente ficou num apt que tinha banheiro e cozinha tbm, mas a gente dividiu com outra pessoa (mas o quarto era nosso) com uma cama de casal. Ficou $50 por pessoa. Não tem como escolher qual quarto pegar, então vai meio que na sorte mesmo. Mas nós e o "Julio" (apelido que a gente deu pro cara, já que ele era mexicano-colombiano-whatever) nos demos bem e como sempre, a gente aprende com as experiências.

No sábado saímos mais cedo pra passear um pouquinho antes de ir encontrar a Gabs. Descemos na estação da rua 72, do lado esquerdo fica o rio Hudson e a divisa com New Jersey, e do outro lado fica o Central Park. Eu queria ir pro lado do Central Park (e achei que tava indo mesmo) mas quando vi, a gente tava no Hudson. Beleza, lindo do mesmo jeito e eu nunca tinha ido! Tomamos café da manhã lá, olhando pra vista mais linda do mundo e de lá fomos pro Rockefeller Center encontrar a Gabs e a amiga dela da Alemanha, que ficou um pouquinho com a gente e depois foi embora - dando lugar pra Raira, amiga da Gabs tbm! A gente comeu no Mc Donald's e encontramos a Luana Doreto lá! A gente 'conhece' ela do grupo do facebook, ela nem sabia quem a gente era, mas claro que duas loucas gritando "Luana! Luana Doreto!" ia fazer ela olhar né? Tiramos foto, trocamos telefones e ela foi embora. Depois disso ninguém sabia o que fazer, a Times tava lotada e a gente queria fugir da muvuca, então como eu era a "encarregada" de decidir o programa, resolvi fazer algo que eu queria fazer desde a primeira vez que fui pra NY: ir pra Hell's Kitchen. Não tem NADA de interessante lá, ninguém nunca quer ir lá porque é até meio feio e perigoso, dá uns 30 minutos de caminhada da Times. Mas eu queria simplesmente pq mais uma vez, é uma das fases do meu jogo favorito, HAHAHAHAHAHAHAHAH! Fomos, tirei trocentas fotos do céu, de prédios, de uma igreja que tem lá, e na volta até fiz algo inesperado!

Acho que quase todo mundo conhece o filme "The Notebook" ou " Diário de uma Paixão", certo? Eis que andando de volta pra Times a Gabs avista um rapaz tirando fotos na rua, vira pra gente e fala que é o Ryan Gosling. O mocinho super parecido, super fashion e a gente na dúvida. Até o namorado achava que era ele (ele ama esse filme, hahaha). Daí fomos andando pro rumo da Times, o rapaz ficando pra trás e a gente morrendo de curiosidade. Aí a dona Larissa resolveu ir lá perguntar pro rapaz, todo mundo duvidou. Mas eu fui! No fim das contas não era ele, mas valeu pela diversão!

Depois disso fomos deixar as meninas na estação de metrô - nos perdemos um pouquinho, já que a gente queria ir sentido Uptown e fomos Downtown, mas tranquilo - e fomos caçar algum lugar pra comer pizza, e depois fomos no Madison Square Garden. Eu tinha combinado de ir pro McFaddens pro aniversário da Ket umas 10 horas, mas eu tava passando TANTO mal, com TANTA cólica que eu sabia que não ia conseguir ficar muito tempo lá, principalmente pq ela me avisou que nem tinha aonde sentar. O bar fica na 2 Avenida com a rua 42, eu e ele estavamos na 2 avenida com a rua 23. Pensa o tanto que a gente andou? Eu avisei a Ket que iria lá só pra dar um abraço de parabéns mesmo, pq tava impossível não sofrer com a dor, então andamos as 20 ruas, ela foi lá fora, ganhou o abraço e eu fui direto pro hostel pra ver se eu melhorava.

Domingo nem tem nada de interessante, o bus saia meio dia, geralmente os bus em NY ficam na rua 34 - TODOS. Então a gente fez um garimpo de bus em bus até descobrir qual era o nosso, hahaha. Fim do FDS em NYC com o namorado, cólicas e um mau humor que até hoje eu não entendi.

Rio Hudson


Árvore de Natal do Rockefeller Center

Beeem grandona!

super super lotado! :(

Gabs, eu e Raira

Hell's Kitchen!



Madison Square Garden


Dec 12, 2011

#53

Vim falar de um assunto meio tristinho... a tal da saudade, palavra que ninguém além de brasileiros, conhece. Saudade é diferente de homesick, na minha opinião. Saudade não te faz detestar tudo por aqui igual a homesick faz, quando ataca é pior que tpm. É só uma dorzinha que bate lá no fundo e que as vezes, nem você percebe de começo - quando vai ver, já tá machucando o coração.

Desde que eu cheguei aqui, eu não tive a "tal" da homesick. Claro que tem dias que eu olho em volta e penso "que que eu to fazendo aqui?". Aí eu levanto a cabeça e me lembro dos meus objetivos, do que eu quero pra minha vida e me convenço que não é pra sempre. Mesmo sendo uma babá temporariamente, eu sou feliz aqui, de verdade. Agradeço a Deus todos os dias por estar vivendo a vida que eu sempre quis - claro que não era meu "sonho" ser au pair, mas uma coisa paga a outra -, e mais ainda, agradeço pela family que ele me "emprestou". Mas querendo ou não, tem dias que eu acordo querendo a minha cama, o meu quarto rosa que eu tanto dizia ter enjoado, os meus pais na sala conversando e me acordando e meus cachorros fazendo escândalo no portão.

Host family não é a nossa família, isso todo mundo tá careca de saber. Por aqui eles tentam - e eu também -, fazer com que a gente seja o mais próximo possível de uma família. Eu me sinto a filha do meu host, principalmente depois que eu comecei a namorar, pq eu vi o quanto ele é protetor e preocupado. Mas isso não significa que é 100% bom, pq a gente tem nossas "estranhezas" por conta do namorado. E as vezes ele fala demais, se intromete demais, e eu preciso ficar repetindo na minha cabeça que ele não é meu pai. Sorte que os dois garotos são homens, pq se meu host tiver uma menina, tá lascado! hahaha. Mas ao mesmo tempo eu me sinto protegida "até demais" e as vezes não gosto muito dele. Mas como não preciso vê-lo sempre, é tranquilo e dá pra lidar.

Por outro lado, meu relacionamento com a host mom é maravilhoso, eu me sinto confortável 100% ao redor dela e sei que podemos conversar sobre tudo. Então ela é mais amiga do que "mãe". Ela me trata muito bem, nunca mudou desde que cheguei aqui, é um doce comigo e com meus amigos. É o tipo de pessoa com coração bom, que sempre quer ajudar todo mundo. E é super educada, tudo que ela me pede é com "por favor" e sempre agradecendo no final.

O boy de 4 anos eu tenho como um irmão, e ele me tem como a irmã mais velha também. Ele anda numa fase bem rebelde em que eu preciso falar trinta mil vezes alguma coisa, mas ainda assim eu vejo o quanto apesar de me irritar, eu o amo. E ele faz questão de me deixar saber que ele me ama também, sempre com um gesto fofo de carinho.

E o baby, bom, esse eu tenho como filho, me sinto orgulhosa a cada coisinha nova que ele faz todos os dias, seja conseguir segurar a mamadeira sozinho, ou levantar o corpinho pra frente. Já me apeguei demais a ele e só Deus sabe o quanto eu vou sofrer quando tiver de deixá-lo - e eu sei que ele também vai, porque a cada domingo quando eu volto pra casa, eu vejo o tamanho do sorriso que ele abre ao ouvir minha voz!

Mas mesmo tendo uma host familly de fazer invejinha branca em muita gente, mesmo tendo um namorado pra me deixar chorar no ombro de vez em quando, mesmo tendo minhas amizades lindas aqui dos US me fazendo companhia sempre que possível - destaque especial pra Su que sempre se faz presente - eu ainda tenho saudades. Saudades que nem eu achei que eu ia ter, já que eu sou bem feliz aqui. E aí a saudade fica tão grandona que vira homesick bem de levinho - saudade de sentar no banquinho da faculdade com uma das minhas melhores amigas e conversar besteira o dia todo sem ter preocupação, saudades de ir pra casa da minha outra melhor amiga pra fazer nada, saudades de viajar pra Minas pra ir visitar a outra melhor amiga. Dessas 3 eu sinto saudades diariamente - é só ver algo que me lembre delas, ouvir uma música, e eu já estou alí com os olhinhos cheios de lágrimas.

E a saudade de casa então? Por mais que eu ame morar aqui, as vezes eu queria estar lá na minha casinha, ouvindo meu pai assistindo o jornal e minha mãe jogando no computador. E meus cachorros latindo. E nesses dias só o que eu quero fazer é ir embora. Aí vem o skype me ajudar a fazer pequenas surpresas - como por exemplo, usar os créditos que eu ganhei fazendo reserva no hostelworld.com pra ligar pra casa e ouvir meu pai soltar uma exclamação de surpresa na hora que viu que eu tava ligando. Ou ligar no trabalho da minha mãe na hora do almoço e ficar fofocando com ela, lembrando dos tempos que eu fazia a mesma coisa - mas ligando do telefone da minha casa. Ou igual hoje, que eu fiz 2 surpresas em 1: liguei pra Minas e pra Goiania, ouvi minha amiga chorando na hora que viu quem era no telefone. Momentos como esses que fazem valer a pena lembrar do Brasil. ♥